Voice Design

Soluções em Voice Design

Numa tradução literal do inglês para o português Voice Design é o projeto da voz que também pode ser compreendida como desenho da voz, designação da voz, destinação da voz, modelagem da voz, engenharia da voz, voz arquitetada, voz planejada, tecnologia da voz  e mais especificamente tecnologia da oralidade, como modalidade do uso da língua.

Voice Design é uma área do design, portanto, forjada na cultura do design, na filosofia do design, portanto, na estrutura conceitual e pragmática do design, essencialmente no modo de pensar do designer.

Oferece um conhecimento teórico e prático com propósito de ampliar a dimensão do uso da voz que envolvam os aspectos cognitivos e estéticos, gerando um estado de consciência que permita o domínio sobre os atributos da tecnologia da voz, capaz de manifestar plenamente a intencionalidade da mensagem transmitida, mas sobretudo da oralidade, área da linguística

O Voice Design enfatiza que é essencial pensar antes de falar, a prática do planejamento da oralidade, evitando o conflito e o ruído e semeando informação, diálogo e relacionamento humano saudável, por isso, o uso da tecnologia da oralidade é uma questão de qualidade de vida no ambiente organizacional.

A finalidade de prover a aquisição do estado pleno de consciência da oralidade, durante os contextos e circunstâncias comunicativas que permitam exercer o completo domínio sobre os atributos da tecnologia da voz, tais como: entonação, o ritmo, a velocidade, o volume, a frequência, o tom de grave e de agudo, entre outros recursos de fonação.

Propõe a elaboração de planejamento para desenvolver habilidades de percepção, produção e de recepção da oralidade, que compreende a preparação e implementação oral, capaz de proporcionar à cada praticante alcançar o seu melhor performance, potencializar a internação entre as pessoas, oportunizar o compartilhamento das competências e experiências individuais em prol do coletivo.

O Voice Design diagnostica que a palavra falada tem grande influência na economia da corporação, pois é por meio dela que as pessoas na maior parte do tempo se comunicam.

O Voice Design considera que a voz é a função do corpo que mais se expõe e a que mais nos expõe, por isso, saber utilizá-la com excelência é uma habilidade vital e um relevante fator de humanização das relações pessoais e profissionais.

A palavra pessoa na raíz grega é person quer dizer ‘por meio do som’ e no latim persona, per (por) + sona (som).

Por isso, a voz é a nossa principal marca pessoal, daí o vínculo do Voice Design com o Personal Branding, o que legitima tratar da construção e gestão estratégica da marca vocal profissional e extensiva ao organizacional.

São os marcas vocais profissionais com potencial de representarem a marca vocal organizacional, devidamente identificados e reconhecidos como tal na corporação e no mercado.

São eles que emprestam sua voz para a corporação falar e ser reconhecida pelos seus públicos, tanto na sua atuação junto à organização a que está vinculado, como nas suas relações com o seu mercado.

Compreende a identificação, sistematização, estruturação e viabilização do uso da linguagem adequada a cada meio, da cultura organizacional, do âmbito relacional, do valor do sotaque regional, do alinhamento e afinamento do discurso interno e externo.

O campo de ação do Voice Design abrange identificar, planejar, elaborar, desenvolver, organizar e modelar a marca vocal de cada profissional, num sistema de sonorização capaz de transmitir plenamente a sua personalidade com repercussão direta na corporação e/ou no mercado que atua.

O objetivo do Voice Design é projetar a marca vocal corporativa, como fator de influência e na decisão de compra de produto ou serviço oferecido os seus públicos, transmitindo significado e construindo o patrimônio da marca vocal corporativa em muitos pontos de contato com seus públicos e para melhoraria nos relacionamentos.

Deve-se desenvolver a marca vocal de cada profissional sintomatizada e harmonizada com as características linguísticas da corporação para dar personalidade à marca da voz organizacional, visando garantir maior precisão, autenticidade e embatia.

São características objetivas e subjetivas que farão os consumidores se identificarem com o produto ou o serviço oferecido pela corporação através da influência da marca vocal em todos os pontos de contato com os seus públicos, gerando experiência e relacionamento com a marca.

Nesse contexto, o Voice Design surge como uma metodologia pertinente para alinhar as várias manifestações da marca, criando uma identidade vocal organizacional.

Trata-se de uma área que tem por escopo fornecer e desenvolver estratégias para a marca vocal nas áreas da comunicação interna, institucional, formativa (como cursos, ensino à distância e treinamentos), comercial (ações na área de vendas), marketing de relacionamento, edição de conteúdos de palestras, conferências e pronunciamentos.

É fundamental que os gestores entendam seus papéis de comunicadores, implantando a logística adequada a esta atividade.

A qualidade nos discursos comunicativos favorece o entendimento. Efetuar ajustes de tons, sintetizar o conteúdo, contextualizar, equacionar voz para cada ambiente e adequar o vocabulário ao público ouvinte com o entusiasmo necessário é tarefa do Voice Design.

Esta tarefa desenvolvida por todos os gestores na organização pode agregar a colaboração do profissional de comunicação, socializador de conteúdo e conhecimento, buscando na oralidade a melhor forma de se estabelecer uma comunicação corporativa eficiente e eficaz, pois a História tem provado que, em comunicação, nada substitui a força da voz humana.

O Voice Design compreende ainda a implementação e realização de um diagnóstico do fluxo dialógico, dos contextos e circunstâncias conversacionais, dos ritos e rituais de interação, das temáticas de interesse profissionais, da implantação dos processos midiáticos e das práticas comunicacionais.

O processo compreende a elaboração, gestão e produção de conteúdo, adequado à necessidade específica de cada aplicação.

A elaboração do diagnostico para o planejamento do Voice Design se dá pela interação entre funcionários e colaboradores através de suas sugestões, ideais e opiniões.

Objetiva-se identificar a musicalidade do ambiente corporativo, as expressões chave com as suas respectivas conotações e denotações, bem como os bordões, os jargões e os uso de figuras de linguagem, além de outros recursos linguísticos.

Parte-se da elaboração de um inventário de todas as marcas vocais profissional, minuciosamente identificada por cada um na sua jornada cotidiana, bem como em contextos e circunstâncias especiais e específicas.

Isso ocorre a partir de uma metodologia integrada de comunicação que pode compreender a adoção de recursos de TI aplicados no ambiente e no âmbito corporativo, através da gestão de processos específicos.

Visa-se construir uma dinâmica que integra o relacionamento organizacional em todos os seus níveis ou ao mercado que o profissional está inserido, transformando-se numa relação biunívoca de informações, capacitação e conhecimento, promovida pela interatividade.

O Voice Design contempla a seleção e a escolha de mídias auditivas e audiovisuais aplicadas em interfaces analógicas ou digitais, de modo presencial ou virtual, aberta (online).

Permite-se a interação durante o processo de comunicação, capazes de ativar os vários estímulos sensoriais audiovisuais, considerando o fato da audição possuir um subsistema separado do processo de absorção visual.

Numa produção midiática oral o emissor da mensagem está presente no ato comunicacional, representado pela sua voz, com ou sem a opção de suporte visual.

  1. Formar os profissionais vinculados a uma organização e/ou que atuam de determinado mercado;
  2. Ampliar a dimensão da marca vocal do profissional e por extensão da organização ou do mercado a que pertence;
  3. Consciência plena durante ato comunicativo e do processo comunicacional;
  4. Planejar a estratégia da comunicação oral;
  5. Priorizar a ação sobre a atenção no ouvinte;
  6. Entender o papel de comunicador do profissional;
  7. Qualificar o discurso organizacional ou do mercado, a linguagem do meio;
  8. Ganhar assertividade na comunicação;
  9. Criar pontes relacionais que promova resultados efetivos e afetivos entre os profissionais;
  10. Implantar ações planejadas para promover o relacionamento interpessoal em todos os seus níveis;
  11. Aplicar recursos de TI e Telecom que disponibilize meios e ambientes virtuais e reais de integração entre os funcionários;
  12. Promover a sociabilidade organizacional. que gere melhoria nos relacionamentos interpessoais no ambiente de trabalho;
  13. Estimular oportunidades de diálogo que gere comprometimento e potencializar a produtividade;
  14. Conceber a elaboração, gestão e produção de mensagens adequadas à necessidade específica de cada ação comunicacional;
  15. Considerar objetividade ao usar uma linguagem direta, coloquial e conhecida do meio, oportunizando a interação do corpo funcional;
  16. Engajar das pessoas nas políticas estratégicas da organização;
  17. Capacitar os diversos escalas de lideranças, enquanto agentes de comunicação;
  18. Ampla experiência em start up da área de comunicação interna em empresas: diagnóstico, planejamento estratégico, tático, definição de políticas, processos, canais e indicadores.

Plano de Ação para fins Organizacionais:

  1. Realizar entrevistas que revelem os aspectos voltados a pessoa do funcionários, quanto a percepção sobre as funções que realiza, o contexto que está inserido e os interesses pessoais e profissionais;
  2. O campo de ação do voice design compete criar, planejar, elaborar, desenvolver, organizar e modelar a voz, como instância efetiva do processo comunicacional, num sistema de sonorização vocal capaz de atribuir diversas funcionalidades;
  3. Estabelecer critérios para identificar os servidores alvo de entrevistas, considerando o perfil de cada integrante, o setor em que está lotado, as funções que desempenha e a disponibilidade em participar;
  4. Determinar o tempo máximo de duração de cada entrevista, preservando a fluência e a coloquialidade das perguntas e respostas que gerem um produto final atrativo.
    Fases:
  5. Estabelecimento de critérios de abordagem de entrevistas;
  6. Cronograma de entrevistas;
  7. Realização de entrevistas;
  8. Produção e edição dos conteúdos;
  9. Definição das estratégias e dos meios de comunicação;
  10. Veiculação e alternativas de disponibilidade das entrevistas para os seus públicos;
  11. Acompanhamento e análise a partir dos resultados auferidos junto aos entrevistados;
  12. Identificação dos grupos de interesse;
  13. Organização de encontros por grupo de interesse;
  14. Promoção de eventos gerais;
  15. Análise dos dados e elaboração de relatório sintético.

Formato de Interação:

  • Grupos de Interesse:
    Dinâmicas de grupo, atentando as característica de cada área de interesse, visando fomentar o debate entre os participantes, capaz de gerar identidade coletiva entre participantes;
  • Roda de Conversa:
    Atividade voltada ao compartilhamento de experiências sobre um tema definido pelo mediador do evento;
  • Volta na Quadra:
    Formação de grupos de dois a quatro participantes com a finalidade de tratar de assuntos definidos entre as partes;
  • Escuta fina:
    Atividades prática envolvendo exercícios de aprimoramento da escuta, capaz de gerar uma fala assertiva, consistente e de elevado grau de comunicabilidade;
  • Sarau de leitura:
    Leitura realizada em grupo, onde os participantes aleatoriamente faz comentários, observações pertinentes e mesmo contextualizando sua realidade;
  • Por dentro de mim:
    Trata de uma atividade voltada a comunicação intrapessoal, onde o participante busca a entender melhor do seu mundo interior, entre outros exercício, a realização de um inventário das suas palavras, reveladora das sua realidade, e identificar qual o modo de tratamento consigo mesmo.

Dinâmicas

  1. Identificar e registrar os contextos e circunstancias de cada participante na sua comunicação intrapessoal, verificando os temas predominantes, o modo do tratamento e de relacionamento consigo mesmo
  2. Identificar e registrar os contextos e circunstancias vivenciadas, a partir da primeira infância, sobre o que tenha sido dito em determinados momentos e que ativamente permanece repercutindo na existência do indivíduo;
  3. Identificar e mensurar o grau de capacidade de ouvir através da formação de duplas em que um dos participantes conta uma breve história para outro e este narra ao seu modo o que entendeu, o que será validado pelo contador da historia;
  4. Momento e estabelecer um diálogo entre os participantes, constituído de momentos de exposição de pensamentos breves seguidos de breves pausas, silêncios externo e principalmente interno com o propósito de possibilitar o exercício da exata compreensão do que foi dito e aumentar a capacidade de retenção do conhecimento.
  5. Estabelecer relacionamentos convergentes para cumprir objetivos é a proposta desta dinâmica de comunicação oral.

Resultados almejados

  • Acentuar o sentimento de pertencer a uma organização de boa história e de imagem atual;
  • Valorização de cada colaborador da empresa;
  • Intercomunicação nos diversos setores/departamentos, para ampla expressão de todos os colaboradores;
  • Fortalecimento do compromisso com os resultados da corporação;
  • Minimizar os potenciais prejuízos causados pelo chamado “Rádio Corredor”;
  • Cria identificações para filtrar a validade dos produtos e/ou serviços que são destinados ao mercado;
  • Promove a transparência na gestão e estabelece a informação oficial.

Benefícios:

  • Valorização de cada colaborador da corporação, acentuando o sentimento de pertencer a uma organização de boa história e de imagem atual;
  • Intercomunicação nos diversos setores/departamentos, para potencializar a produtividade e ampliar uma visão holística de todos colaboradores;
  • Oportunizar a participação dos colaboradores, motivando o compromisso com os resultados da corporação;
  • Minimizar os potenciais prejuízos causados pelo chamado “rádio corredor”;
  • Promover a transparência e sustentabilidade na gestão e estabelecendo a informação oficial;
  • Criar identificações para filtrar a validade dos produtos e/ou serviços que são destinados ao mercado;
  • Maximizar a retenção do capital intelectual na organização;
  • Registrar e documentos o conhecimento organizacional, a partir de abordagem das respectivas fontes;
  • Minimizar conflitos nas esferas judiciais;
  • Criar vínculos em todos os níveis da organização, a partir da formação de grupos de interesse;
  • Fortalecer a cultura organizacional, considerando a importância da comunicação interna informal.

A Fala e a Escrita um ‘Continuo Tipológico’

A escrita somente adquire sentido se descodificada em fonemas, mesmo que num processo elaborado mentalmente, sem o uso de voz.
As letras do alfabeto arábico são representações de notas sonoras.
Parece-nos legítimo afirma que a comunicação humana é essencialmente fonética, cabendo a escrita representá-la graficamente.
Entretanto, todos os textos escritos estão direta ou indiretamente relacionados ao universo do som.
Longe de nós relegarmos o papel da escrito a um plano secundário.
Ela está intimamente vinculada à fala e ambas constituem a linguagem.
O que em semiótica os teóricos chamam de um continuum tipológico.
Há mais semelhanças do que diferenças entre essas duas modalidades lingüísticas, apesar de cada uma delas possuir características que as particularizam.
Existem textos escritos que se situam, no contínuo, mais próximos ao pólo da fala conversacional (bilhete, carta familiar, textos de humor, por exemplo), ao passo que existem textos falados que mais se aproximam do pólo da escrita formal (conferências, entrevistas profissionais para altos cargos administrativos e outros), existindo, ainda, tipos mistos, além de muitos outros intermediários.
Quem sabe escrever amplia os limites do tratamento de linguagem, antes restrito à modalidade auditiva. A conexão entre fala e escrita aumenta a capacidade de comunicação, com benefícios muito maiores do que a ciência pode medir.
Aprender a ler aumenta os estímulos visuais — inclusive na área visual primária do córtex, responsável por perceber fatores como cor, profundidade e distância.
Quem sabe ler e escrever distingue jogos de linguagem que passam despercebidos pelos analfabetos, como a supressão de fonemas em uma palavra.
Com a leitura o córtex auditivo também é mais “ativado”.

A predominância da escrita e o poder da palavra falada

Pelo fato da escrita ocupar proeminente posição na comunicação humana, especialmente nos últimos cinco séculos com a invenção da imprensa, e pela escassa reflexão sobre a comunicação falada é que estamos buscando conscientizar sobre a essencialidade dela na vida das pessoas.
Nossa audição torna-se normalmente mais aguda quando não temos pitas visuais.
Ainda assim uma pesquisa citada no livro ‘O Efeito Mozard’ de Dom Campbell revela que ouvir absorve em média 55% do nosso tempo de comunicação, enquanto o falar ocupa 23%, ler, 13%, e escrever  9%.
A linguagem é tão predominantemente oral, que dentre as milhares de línguas que existiram, apenas cerca de 106 possuíam escrita suficientemente desenvolvida para produzir literatura. Das 3 mil línguas hoje faladas, somente 78, aproximadamente, têm, de fato, uma literatura.
Quem usa uma língua escrita – o inglês, por exemplo – tem à sua disposição um vocabulário de pelo menos um milhão e meio de palavras, enquanto que uma língua exclusivamente oral não oferecerá ao falante mais do que alguns milhares.
Fernando Pessoa  faz uma breve associação entre a palavra falada e a escrita.
Ele afirma que a palavra falada é imediata, local e geral.
A palavra escrita é mediata, longínqua e particular.
Segundo Fernando Pessoa a palavra falada é um fenômeno social, a escrita um fenômeno cultural; a palavra falada um fenômeno democrático, a escrita um fenômeno aristocrático.
A palavra escrita tem tudo que ser explicado, pois o leitor não nos pode interromper com o pedido de que expliquemos melhor.
Comparativamente com a visão que tem um sentido direcionado, binocular, vemos como num cone com cerca de 180 graus de largura e 120 de altura, a audição é completamente esférica. Qualquer um pode colocar um som precisamente em três dimensões.

Ouvir os significados do som

O primeiro passa para ouvir bem é ouvir com admiração infantil, afirma Dom Campbell autor do livro ‘O Efeito de Mozart’.
Os compositores são pensadores do som e o seu negócio são construir imagens auditivas.
Eles trabalham os tons no ouvido da mente com a mesma exatidão com que os escritores trabalham as palavras.
A palavra inglesa sound também significa sadio – um sinônimo para saúde e integridade – para indicar vitalidade básica e a fundação inabalável para tudo o que fazemos.
São no sentido tanto de sadio, como no sentido de ser que tem a mesma raiz de som.
Quando as coisas vão bem, estamos “sintonizados e em harmonia” com os outros e com o mundo à nossa volta.
Nos relacionamentos esperamos “estabelecer certo tom”.
Quando as coisas vão mal estamos “fora de sintonia e de sincronia”
Podemos “orquestras um acordo”
Desejamos ou evitamos uma “audiência” – da raiz áudio, ouvir.
A palavra pessoa, persona no espanhol ou mascara pública (personagem), deriva da raiz grega per son, “o som passa pelo meio de”. Na língua inglesa fica ainda mais configurada a origem da expressa que é  person
Ondas sonoras só se configuram como um som para as pessoas quando são percebidas pela audição entre 20 a 20.000 hertz, a partir daí os nossos ouvidos não ouvem, mas as vibrações sonoras não deixam de nos atingir.

A composição do universo da palavra falada

A comunicação oral se distingue por ativar os mais variados estímulos sensoriais que vão além da função de transmitir conteúdos, mensagens inteligíveis.
A palavra falada e ouvida age no imaginário, ativa o repertório existencial da nossa memória armazenada dentro de determinados contextos.
Pelo fato da voz emitir som que são vibrações físicas atingem não somente o nosso ouvido, mas o corpo todo.
Embora na física o som não passe de uma vibração, para a psicologia é uma espécie de experiência que o cérebro extrai de seu meio ambiente.
Nós absorvemos os sons, sejam notas musicais, palavras cantadas e a palavra falada, mesmo que sutilmente, altera a nossa respiração, nossa pulsação, a pressão sangüínea, a tensão muscular, a temperatura da pele e outros ritmos internos, promove a liberação de endorfina.
O som emitido também pela voz humana afeta de forma sutil e nossa sensação de tempo e espaço e pode ser usada para agitar, acalmar ou modificar nosso ambiente.
Segundo estudos do engenheiro e médico suíço, Hans Jenny que nos ajudando a entender como o som, da mesma forma que um oleiro modela o barro, nos molda e esculpe por dentro e por fora.
Dependendo das ondas e de outras características, os sons podem ter um efeito de positivo ou negativo, de peso ou de leveza.
O som é energia que pode ser organizada em formas, padrões, figuras e proporções matemáticas, assim em música, fala e expressões de agonia e alegria. O som é o que nossos ancestrais chamavam de ‘o início’. Ele é o Om do Oriente e o Verbo do Ocidente.
O som pode formar figuras geométricas complexas. Hans Jenny engenheiro e médico suíço, criou,  por exemplo, vibrações em cristais através de impulsos elétricos e as transmitiu para uma chapa ou uma corda. Ele também produziu figuras oscilantes em líquidos e gases.
É importante fixar que a palavra falada e ouvida emitida pela voz humana é verdadeiramente musical. Ela contém uma condição melódica, ela é rítmica.
Se você gravar sua voz, por exemplo, quanto fala no telefone. Você vai constar que há frases musicais – dentro das quais pode-se sentir a pulsações de um ritma que influencia o ritmo do pensamento e do comportamento.
Todos nós precisamos ser ouvidos. Sabendo que somos ouvidos, começamos a amadurecer desenvolvendo idéias que irão prender a atenção dos ouvintes.
Alfred Tomatis observa que Jesus conhecia o poder da audição. Para ele Jesus incorporava o Verbo – o logos, o som perfeito. E a advertência de Jesus: “Aquele que tem uma orelha, deixai-o ouvir” – mostrando uma profunda compreensão do papel do ouvido e da voz na unificação da mente, corpo e espírito.

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